20 de abril de 2017

Na última noite de sonho eu tinha cabelos longos, sedosos, que eu tentava conter em um rabo de cavalo, ou então que ficavam presos daquela maneira à la Legolas ou Lagertha (referência só pra quem vê Vikings ou vai no google ver). Eu estava encantada com aquela cabelama repentina e pensava se meus colegas de escola iam elogiar, iam reparar. Era o último dia de aula ou última semana, minha mãe ficava enrolada resolvendo um problema com formigas na casa dela e não me levava logo pra aula. Então eu cheguei e havia um jantar ou lanche – sei lá, uma comilança qualquer – pra comemorar nossa formatura. (vou lembrar a vocês que terminei o então colegial no longínquo ano de 1993)

De verdade, sinceramente, gostaria muito de saber por que diabos continuo sonhando com ir à escola, fazer provas de disciplinas odiosas (Física, principalmente). São os sonhos em que de repente eu paro e falo pras pessoas “capaz, não preciso fazer, já me formei, já fiz faculdade”.

Algum palpite?

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Vocês ouvem as músicas que posto aqui quase todo dia?

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…but I keep on swingin’.

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Pai e filho, um de bermuda e sandálias ou alpargatas, outro de calça e camisa social, gravata, e o rapaz leva uma eternidade pra se servir; o idoso que usa todo dia os mesmos sapatos cor de caramelo, lustrosíssimos, e fala alto pra burro ao celular; o casal que tem uma lojinha de produtos orgânicos e inclusive entregava uma cesta de produtos em casa nos tempos em que eu não trabalhava de manhã e podia cozinhar todo dia (ai que saudade); minha treinadora, sempre de roupas de ginástica, fazendo um prato imenso com uma montanha de mato mas também umas friturinhas, sendo abordada pela senhora que pergunta como ela come tanto e mantém aquele corpinho; o velhinho-bem-velhinho que come sozinho e pega sobremesa toda vez; o casal com uma menininha muito franzina e espertíssima, muito falante e andante e desembaraçada – o pai tem barba e cabelo já grisalhos, usa coque e sempre está de bermuda e chinelos de dedo, a mãe às vezes de tênis e às vezes de sandália, roupas menos simples que as do pai; incontáveis universitários falando “tipoooo” “tipooo” a cada cinco palavras, muitos falando alto pra caramba, alguns precisando tomar banho, pentear cabelos, reforçar o desodorante (um clássico, hm?); a professora de yoga e o marido; a pessoa que nunca foi àquele lugar e a cada passo pro lado se vira e pergunta ao chinês do caixa o que é aquilo ali naquela vasilha; a um canto uma mulher de cabelos curtos e cor esquisita cortando os últimos pedaços de uma pitaia roxa e uma criança de uniforme escolar, com uma mistura bizarra de yakissoba, tofu, batata chips, ovo cozido, salada e morango no prato.

Todos os dias.

 

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Autor: godzillaverde

Sou um monstro.

Um comentário em “20 de abril de 2017”

  1. Meus sonhos recorrentes tem temáticas variadas: exorcismo (!), estar sem blusa no ônibus e/ou no trabalho, estar devendo matéria no ensino médio ou na faculdade e ter que voltar a estudar (cruzes), voar.

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